Quarta-feira, 28 de Abril de 2010
Herpes genital "doença sexualmente transmissível"

O herpes genital é uma doença de transmissão sexual da zona genital (a pele que rodeia o recto ou as áreas adjacentes), causada pelo vírus do herpes simples.

Existem dois tipos de vírus do herpes simples, chamados VHS-1 e VHS-2. O VHS-2 costuma transmitir-se por via sexual, enquanto o VHS-1 em geral infecta a boca. Ambos os tipos podem infectar os órgãos genitais e a pele que rodeia o recto ou as mãos (especialmente os leitos das unhas) e podem ser transmitidos a outras partes do corpo (como a superfície dos olhos). As úlceras herpéticas não se infectam habitualmente com bactérias, mas algumas pessoas com herpes têm também dentro das úlceras outros microrganismos transmitidos por via sexual, como por exemplo os agentes da sífilis ou da úlcera mole.

Sintomas

Os sintomas do primeiro surto (primário) iniciam-se de 4 a 7 dias depois da infecção. Costumam ser prurido, formigueiro e dores. Depois aparece uma pequena placa avermelhada, seguida de um grupo de bolhas pequenas e dolorosas. Estas rompem-se e fundem-se para formar úlceras circulares, que em geral são dolorosas e se cobrem de crostas em poucos dias. O afectado pode ter dificuldade em urinar e, em certos casos, sente dor ao andar. As úlceras saram em aproximadamente 10 dias, mas podem deixar cicatrizes. Os gânglios linfáticos da virilha costumam aumentar levemente de tamanho e apresentam sensibilidade ao tacto. O primeiro surto é mais doloroso, prolongado e generalizado do que os seguintes, podendo causar febre e mal-estar.

Nos homens, as vesículas e as úlceras podem aparecer em qualquer parte do pénis, incluindo o prepúcio se não houve circuncisão. Nas mulheres, aparece na vulva, dentro e fora da vagina e no colo. Quem tem relações sexuais anais pode apresentar as referidas lesões à volta do ânus e no recto.

Nos imunodeficientes, como os infectados com o vírus da imunodeficiência humana (VIH), as úlceras do herpes podem ser graves, propagar-se a outras áreas do corpo, persistir durante semanas ou mais e, em raras ocasiões, tornar-se resistentes ao tratamento com aciclovir.

As lesões tendem a reaparecer nas mesmas zonas e em outras adjacentes, porque o vírus persiste nos nervos pélvicos próximos e reactiva-se para reinfectar a pele. O VHS-2 reactiva-se melhor nos nervos pélvicos. O VHS-1 reactiva-se melhor nos nervos faciais, onde provoca o herpes labial. De qualquer forma, qualquer dos dois vírus pode causar doença em ambas as áreas. Uma infecção anterior com um destes vírus concede uma imunidade parcial para o outro, fazendo com que os sintomas do segundo sejam mais ligeiros.

Diagnóstico

O médico suspeita da presença de herpes baseando-se nos sintomas do doente. É possível estabelecer um diagnóstico de imediato examinando amostras das úlceras ao microscópio. Para confirmação, enviam-se amostras das mesmas para sua cultura em laboratórios especiais. Os resultados estão disponíveis num prazo de 48 horas. As análises de sangue podem mostrar uma evidência de infecções passadas ou então sugerir que existe uma recente, se se confirmar que os anticorpos estão a aumentar.

Tratamento

Nenhum tratamento cura o herpes genital, mas pode reduzir a duração de um surto. O número destes surtos pode reduzir-se aplicando uma terapia contínua com doses baixas de medicamentos antivirais. O tratamento é mais eficaz se se iniciar rapidamente, em regra dois dias depois do aparecimento dos sintomas. O aciclovir ou os fármacos antivirais relacionados podem ser administrados por via oral, ou então em forma de creme directamente sobre as lesões. Os antivirais reduzem a propagação do vírus vivo a partir das lesões, diminuindo desta forma o risco de contágio. Também podem reduzir a gravidade dos sintomas durante o surto inicial. Contudo, mesmo o tratamento precoce do primeiro ataque não evita as recorrências.

Os doentes com história de herpes podem contagiar os seus parceiros sexuais, sobretudo porque podem não se dar conta de que estão a passar por outro surto.



Complicações do herpes genital

Cerca de 3 a 12 dias depois do primeiro aparecimento das vesículas (ou bolhas) na área genital, o vírus do herpes pode espalhar-se a outras partes do corpo. Contudo, as complicações graves são raras. A membrana que cobre o cérebro (meninges) pode ficar infectada, o que causa vómitos, dor de cabeça e rigidez da nuca. A espinhal medula pode ser infectada e isso provoca debilidade nas pernas. Os nervos da zona pélvica também poder ser afectados, o que causa dor temporária, obstipação, incapacidade de urinar e, nos homens, impotência. Apesar de ser raro, o vírus pode propagar-se através da corrente sanguínea à pele, às articulações, ao fígado e aos pulmões, particularmente nos
recém-nascidos ou nas pessoas com um sistema imunitário deficiente.
A mais frequente das complicações do herpes genital é o reaparecimento das vesículas, que em regra ficam confinadas a um lado do corpo e são menos intensas do que no surto inicial. A pessoa pode sentir mal-estar e comichão, formigueiro ou dor na zona afectada antes de cada acesso. O risco de recidiva na zona genital é maior com o VHS-2 do que com o VHS-1. No entanto, o índice de recidiva varia grandemente. Em algumas pessoas os surtos repetem-se com frequência durante muitos anos. As bolhas podem recorrer e ultrapassar a zona genital até chegar às nádegas, à virilha ou às coxas



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Sábado, 17 de Abril de 2010
O que devo saber sobre Vaginite?

O que é o corrimento vaginal?
O que é que caracteriza o corrimento vaginal anormal?
A vaginite é uma doença frequente?
O que é que pode causar alteração do corrimento vaginal?
O aspecto do corrimento vaginal pode sugerir qual o agente causal mais provável?
Há factores que predispõe à alteração do corrimento vaginal?
Como se faz o diagnóstico das causas de um corrimento vaginal alterado?
Como se tratam as alterações do corrimento vaginal?
É possível prevenir as alterações do corrimento vaginal?

O que é o corrimento vaginal?"Corrimento vaginal é a saída de uma secreção que vem da vagina. O corrimento vaginal normal é em pequena quantidade, com um aspecto claro ou translúcido, fluido e sem cheiro intenso. A quantidade de secreção vaginal normal varia durante o ciclo menstrual (na altura da ovulação o corrimento é mais viscoso e em maior quantidade), durante o exercício físico e o período de excitação sexual que antecede as relações sexuais."

O que é que caracteriza o corrimento vaginal anormal?
"O corrimento vaginal torna-se anormal quando há um desequilíbrio entre os diferentes microorganismos que habitualmente se encontram na vagina (bactérias e fungos) causando uma inflamação da vagina (vaginite).

Quando a vagina está inflamada o aspecto do corrimento altera-se, tornando-se mais abundante, com cor branca ou amarelo-esverdeada e com um odor intenso e incómodo. O corrimento anormal geralmente aparece associado a sintomas locais como comichão, ardor ao urinar e dor durante as relações sexuais."

A vaginite é uma doença frequente?
Sim. A vaginite é a doença ginecológica mais frequentemente diagnosticada, atingindo cerca de 1/3 das mulheres pelo menos uma vez na vida.

O que é que pode causar alteração do corrimento vaginal?
"A maioria das vezes a alteração do corrimento vaginal é causada por uma inflamação da vagina (vaginite), embora esta também possa ocorrer sem sintomas. Com menor frequência a alteração do corrimento vaginal resulta de uma inflamação do colo do útero (cervicite).

As causas mais frequentes de vaginite com alteração do corrimento vaginal são a vaginose bacteriana, a candidíase e a trichomoníase. Quando o corrimento alterado provém de uma infecção do colo do útero as causas mais prováveis são a gonorreia e a infecção por clamydia."

O aspecto do corrimento vaginal pode sugerir qual o agente causal mais provável? "Nalguns casos sim. O aspecto do corrimento vaginal nas infecções mais frequentes é o seguinte:

1. Vaginose bacteriana

É uma infecção vaginal que resulta de um desequilíbrio entre os microorganismos que existem habitualmente na vagina com alteração da sua acidez e proliferação das bactérias nocivas. Na vaginose o corrimento é fino, de cor branco sujo e com um cheiro característico a peixe que aumenta de intensidade após as relações sexuais.

2. Candidíase vaginal

É uma infecção causada por fungos que não resulta de transmissão sexual mas de alterações do meio vaginal que podem estar associadas ao uso da pílula, diafragma, dispositivo intra-uterino, à diabetes, à gravidez e à ingestão recente de antibióticos .
O corrimento típico na candidíase é espesso, de cor branca (aspecto de queijo fresco), sem cheiro particular e acompanha-se de inflamação das paredes da vagina que ficam avermelhadas . A mulher queixa-se de comichão e ardor quando urina.

3. Trichomoníase

É uma infecção causada por um parasita, o trichomonas vaginalis, que se transmite por contacto sexual.
O corrimento na trichomoníase é abundante, de cor amarela esverdeada, com cheiro fétido e causa comichão intensa na vagina e ardor ao urinar. Em algumas mulheres a infecção pode ser assintomática.

4. Gonorreia e infecção por clamydia

O gonococcus e a clamydia são bactérias que se transmitem por via sexual e que podem causar corrimento vaginal por inflamação da vagina e habitualmente do colo do útero. Para verificar se o corrimento provém do colo do útero é necessário fazer uma observação ginecológica. Nestas infecções o corrimento costuma ser purulento (com aspecto de pús), amarelado e, por vezes, ensanguentado."

Há factores que predispõe à alteração do corrimento vaginal?
"Há. O meio vaginal normal tem uma acidez própria que ajuda a manter o equilíbrio entre os diferentes microrganismos que colonizam habitualmente a vagina. A alteração deste equilíbrio ou a entrada de microrganismos estranhos por contágio sexual leva à inflamação da vagina com alteração das suas secreções normais.

Os factores que podem alterar o equilíbrio da flora vaginal são:

1. uso de antibióticos
2. anticoncepcionais orais (pílula)
3. relações sexuais
4. irrigações vaginais e abuso de desinfectantes nos genitais
5. stress
6. alterações hormonais do ciclo menstrual, da gravidez e da menopausa
7. má higiene local
8. uso de roupa apertada ou de roupa interior de nylon, que favorece as condições de humidade propícias ao desenvolvimento de fungos
9. comportamentos sexuais de risco"

Como se faz o diagnóstico das causas de um corrimento vaginal alterado?
"Para diagnosticar a causa de um corrimento vaginal alterado é necessário conhecer os sintomas presentes, a sua duração, as características do corrimento, a história ginecológica, o uso de contraceptivos, etc. Após a colheita da história a observação ginecológica permite verificar a origem do corrimento, o aspecto do mesmo, e se há alterções da vagina e do colo do útero.

Para confirmar o diagnóstico o médico pode solicitar um exame laboratorial do corrimento (exsudado vaginal), uma colpocitologia (exame das células do colo do útero) ou análises de sangue (exames serológicos) que servem para confirmar infecções difíceis de identificar no exsudado vaginal."

Como se tratam as alterações do corrimento vaginal?
"O tratamento escolhido depende da causa dessa alteração.
Consoante a infecção identificada podem ser utilizados antibióticos, anti fúngicos ou antiparasitários, que podem ser administrados por via oral (comprimidos tomados pela boca) ou através de aplicações locais na vagina (cremes, óvulos ou comprimidos vaginais).

Nas doenças de transmissão sexual, como a trichomoníase, a infecção por clamydia e a gonorreia, é importante tratar o parceiro sexual e pesquisar a existência de outras doenças sexualmente transmissíveis associadas, como a sífilis e a infecção pelo VIH."

É possível prevenir as alterações do corrimento vaginal?
"Nem sempre é possível prevenir as alterações do corrimento vaginal pois por vezes estão associadas a factores que não podem ser evitados, como o uso de antibióticos em determinadas situações, as alterações hormonais do ciclo menstrual ou da gravidez, etc.

No entanto, há algumas medidas que podem ser úteis na prevenção das inflamações da vagina e do colo do útero, mantendo as condições de normalidade das secreções vaginais:

1. uso de preservativo para evitar as doenças sexualmente transmissíveis

2. reduzir a ingestão de produtos açucarados para prevenção da diabetes ou para manter os níveis de glicémia controlados nas doentes diabéticas

3. não fazer irrigações vaginais e não abusar de produtos de higiene feminina que alteram o equilíbrio da flora vaginal

4. usar roupa interior de algodão e evitar o uso de roupa apertada (por ex. Jeans) que mantêm condições de humidade e calor favoráveis à proliferação de fungos

5. manter uma higiene adequada dos genitais e utlizar o papel higiénico de frente para trás quando se limpa a região anal após a defecação (para não contaminar a vagina com microrganismos existentes nas fezes)

6. não abusar do uso de tampões, evitando sempre a sua premanência prolongada na vagina , pelo risco de desenvolvimento de infecções."



publicado por adm às 20:43
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