Domingo, 4 de Abril de 2010
Uma criança pode começar a mostrar interesse pelo sexo aos 2-3 anos

É no lar que o ser humano deveria ter sua primeira educação sexual. De acordo com a sexóloga Marta Suplicy,

Uma criança falante e curiosa pode começar a mostrar interesse pelo sexo aos 2-3 anos, mesmo sem o uso da palavra. A maioria o fará com 4-5 anos de idade (Suplicy, 1983, p. 36).

Nesta fase o que a criança quer saber é muito pouco, não é preciso explicar detalhes, mas também não minta, não brigue, não desconverse, explique o básico na linguagem que ela puder entender.

Muitos pais acreditam que as crianças não devem fazer perguntas sobre sexo por acreditar que não possuem idade suficiente para entender, considerando, portanto, um absurdo qualquer menção a este assunto. Muitos adultos se escondem, sentem vergonha e a causa pode estar numa infância mal orientada.

No texto de Freud “Esclarecimento sexual das crianças” em resposta a uma carta de Dr. M. Fürst, ele afirma que as crianças devem receber educação sexual assim que demonstrem algum interesse pela questão (KUPFER, p. 46, 1997).

A criança que tem idade para perguntar também tem idade para ouvir. Os pais nunca devem dar respostas imaginárias e irreais como, por exemplo: se a criança perguntar como nasceu o pai responder que foi a cegonha que trouxe, ao invés de falar a verdade na linguagem adequada para cada idade.

Quando a criança descobre que os pais estão mentindo ela se sente enganada como afirma Suplicy, “No momento que seu filho descobrir que você o engana você não será mais um pai ou mãe perguntável. Você perde a credibilidade, mas seu filho continua curioso e perguntará aos colegas” (1983, p. 36).

Não adianta falar sobre espermatozóides e óvulos com uma criança de 2 ou 3 anos, nesta idade muita explicação pode confundir e o tempo de concentração é muito pequeno, portanto os pais devem ser breves, seguros e sobretudo falar com naturalidade.

As primeiras perguntas feitas pelas crianças geralmente são: porque o pipi do papai maior que o meu? Porque ele tem esses pelinhos e eu não? Onde está o pipi da mamãe? Por onde saem os bebês? Isto acontece porque nas primeiras perguntas infantis a criança faz uma constatação do que observa, segundo Suplicy. A mesma autora ainda observa que conforme a criança vai crescendo as perguntas vão se sofisticando, e ao redor dos quatro-cinco anos ela já quer saber como o bebê sai da barriga da mãe. E, provavelmente a pergunta seguinte será como entrou”. (SUPLICY, 1983, p. 36)

Estas perguntas devem ser respondidas da forma mais natural possível. Se os pais a repreendem, a criança nunca mais lhes perguntará e continuará tão curiosa quanto antes, afinal está numa fase de descobertas. Sem a ajuda deles ela poderá interpretar o sexo de forma errada, acreditando, por exemplo, que seu pênis tem algum problema por ser menor que o do pai, que o pênis da mamãe ou da irmã foi cortado.

Muitos pais não sabem como responder a este interrogatório. Uma das perguntas mais difíceis dos pais responderem é “como o bebê entrou na barriga da mamãe?” O livro Mamãe botou um ovo!, de Babette Colle, apresenta uma alternativa de resposta: “A mamãe tem ovos dentro da barriga. O papai tem sementes nos saquinhos que ficam fora do seu corpo. O papai tem um tubo. As sementes que estão nos saquinhos saem por ali. O papai encaixa na mamãe e o tubo entra na barriga dela por um pequeno buraco. Então as sementes nadam lá dentro com a ajuda de seus rabinhos até o ovo. Quando os dois se juntam formam o bebê”.

Explicações como esta já podem ser dadas a crianças de 4 a 6 anos. Antes disso é difícil compreender e depois disso já é necessário uma linguagem mais próxima do real para evitar distorções, mesmo porque eles já ouvem comentários dos colegas e já estão mais ligados em algumas cenas de novelas ou filmes.

Surgindo o interesse, não antes disso para não precipitar sua maturidade, os pais poderão utilizar um livro de sexo para crianças como recurso, utilizando o nome correto dos órgãos genitais como pênis, vagina e não pinto, cocota, piriquita e outras expressões.

Da mesma forma e sempre, as respostas devem ser verdadeiras e claras. Alguns pais acreditam que a criança ficará assustada com palavras como pênis, vagina, espermatozóide. A partir de 4 anos já é possível falar sobre o parto natural ou cesárea, sobre a relação do papai e da mamãe, lembrando-se sempre: na linguagem adequada e nada de assombros.

Citaremos abaixo alguns exemplos de diálogo com crianças, extraídas do livro “Falando com seu filho sobre sexo: perguntas e respostas para crianças do nascimento até a puberdade”.



publicado por adm às 01:11
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