Sexta-feira, 2 de Abril de 2010
O que é a higiene íntima da mulher?

O que é a higiene íntima? O conceito de higiene íntima não é claro, não é linear. Levanta dúvidas e más interpretações, como seja confundir higiene de uma região íntima para a mulher com o uso de irrigação vaginal.

Quando falamos em higiene íntima queremos abordar a questão da utilização de produtos que não agridam os genitais externos, que contribuem para o bem-estar, conforto, segurança e saúde da mulher.

Antes de mais importa conhecer melhor o corpo, em particular o genital e as alterações que sofrem ao longo do ciclo e, mesmo ao longo da vida. O exemplo mais flagrante é a menstruação e o receio infundado de usar produtos de higiene íntima nessa fase – nada mais errado. Outra circuntância que interessa considerar é a mudança do ambiente vulvo vaginal e do seu pH ao longo da vida da mulher.

Da puberdade até à menopausa, o pH vaginal é ácido. Esta acidez deve-se à presença de ácido láctico. A produção de estrogéneos leva à secreção de glicogénio na vagina, que por acção dos bacilos de Doderlein é transformado em ácido láctico. É este o elemento responsável pela manutenção do pH ácido (3.8 – 4.2) da vagina, o que impede o crescimento das bactérias existentes no meio vaginal. A maior concentração de glândulas sebáceas, contrariamente ao que se poderia supor, encontra-se na vagina. A secreção por elas produzida, sebo, deposita-se nas pregas da mucosa vaginal, e em contacto com o ar oxida favorecendo a posterior colonização bacteriana e consequente odor desagradável. Daqui advém o interesse no uso de produtos específicos para higiene íntima e que preservem o pH fisiológico ácido.

Acontece que o pH vaginal na pré-puberdade e após a menopausa é quase neutro, a aplicação directa de produtos com pH ácido provoca desconforto e irritação. O exemplo mais gritante é a utilização do mesmo produto para a mãe e para a filha ainda criança!

Quais são os tipos de produtos adequados para uma boa higiene íntima feminina?

Um produto adequado à higiene íntima deve contemplar o objectivo de prevenir situações que desequilibrem a normal proporção das populações que habitam o tracto genital feminino. Assim, é recomendável um produto com propriedades descongestionantes e tonificantes que mantenha intactas as defesas naturais da mucosa genital.

Não é objectivo desses produtos abolir qualquer tipo de “corrimento”, já que o aparelho genital inferior da mulher, em particular vagina e vulva, tem uma humidade natural, causada por secreções naturais que variam em volume, cor, odor, consistência e viscosidade de mulher para mulher e de acordo com a fase da vida. Antes da puberdade e após a menopausa existe uma secura vaginal característica motivada pelos níveis reduzidos de estrogénios.

É de recordar que o sabão é um detergente e, como tal, facilita a dissolução e remoção dos resíduos ligados às gorduras, pelo que não tem qualquer vantagem o seu uso no aparelho genital. Como se não bastasse, apresenta um pH alcalino o que será desde logo agressivo para a vagina que apresenta um meio ácido. O sabonete é habitualmente partilhado e como tal apresenta um risco acrescido de contaminação; por outro lado, a sua exposição leva à deposição de poeiras e sujidade.

Não devem também ser utilizados produtos perfumados, desodorizantes íntimos ou produtos de irrigação vaginal. Por vezes, estes produtos são demasiado agressivos e como tal provocam reacções inflamatórias, tais como o sabão. O sabão azul e branco deve ser banido. É incrível como é indicado por médicos sem qualquer critério.

Em rotina um produto de pH neutro pode ser suficiente, para isso basta um shampoo de cabelos de bebés!

Em conclusão...
Um bom produto para higiene íntima da mulher é aquele que protege o meio vaginal tendo em conta as suas características, ou seja, não esquecendo que os tecidos que envolvem o aparelho genital têm um pH (4,5) diferente do resto da pele, que é neutro (7).

Além de um pH muito mais próximo do pH da vagina, um bom produto de higiene não deve ter odor, já que o cheiro está associado a substâncias desodorizantes que podem provocar reacções alérgicas, irritações, desconfortos, etc. Por receio dos maus odores ou dos agentes infecciosos, acaba-se por correr o risco de exagerar, utilizando produtos pouco adequados à higiene íntima. Verifica-se, ainda, que muitas mulheres continuam a recorrer aos anti-sépticos, altamente desaconselháveis para a mucosa vaginal. Isto porque a mulher confunde odor natural com o de uma infecção, ignorando que a maior concentração de glândulas sebáceas é a nível da vagina e não do couro cabeludo ou das axilas.

Dr. Daniel Pereira da Silva,



publicado por adm às 12:18
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